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Desmatamento pode alterar clima, diz idealizador do projeto 'Rios Voadores'

Gérard Moss alerta para a importância de preservar as florestas. Pesquisador ministrou palestra para professores de Cruzeiro do Sul.

O desmatamento da Amazônia pode alterar o clima e afetar o volume de chuvas em todo o país. O alerta foi feito pelo  anglo-suíço naturalizado brasileiro, Gérard Moss, criador do projeto Rios Voadores [imensas massas de ar que levam vapor de água da Amazônia para outras regiões], durante palestra ministrada para alunos e professores de escolas públicas de Cruzeiro do Sul (AC), na última semana de agosto.

Gérard Moss explica que uma única árvore da Amazônia pode lançar até um mil litros de água por dia na atmosfera e toda floresta Amazônica evapora mais água do que o Rio Amazonas, o mais caudaloso do mundo.

Durante expedição para pesquisas com cientistas de instituições parceiras, entre elas o Centro de Energia Nuclear na Agricultura USP (Cena), Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o aventureiro Gérard Moss sobrevoou a Amazônia de avião e balão captando vapor de água do ar para  entender melhor o mecanismo dos rios voadores.

“Aqui na região do Juruá podemos dizer que é onde o vento faz a curva, as massas de vapor tocam na Cordilheira dos Andes, no Peru, e redirecionam as massas de ar para o centro oeste, sudeste e sul do Brasil e para outros países da América do Sul. A Amazônia possui uma grande reserva de água de qualidade, o desmatamento pode alterar rapidamente tudo isso. A importância de preservar é muito grande”, ressalta.

 

A partir das constatações, o trabalho passou a ser voltado para a educação dos moradores da Amazônia. Atualmente o Projeto Rios Voadores que tem o patrocínio da Petrobras atua com educação ambiental, trabalhando em parceria com as Secretarias de Educação em várias cidades do país.

“Podemos perceber uma importância ainda maior para preservar nossa Amazônia e o quanto pode servir para outras regiões onde existe escassez de água. Eu não sabia disso e chamou muito a minha atenção”, comenta estudante de 17 anos, Andressa Freitas Uchôa.

Projeto - Aviador, Moss vive no Brasil há 30 anos e conta que a ideia de pesquisar melhor o fenômeno surgiu durante sobrevoos na Amazônia. Ele diz que estava em um hidroavião recolhendo amostras para avaliar a qualidade da água quando começou a perceber água evaporando da floresta.

 

 

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